|
Imóvel é moeda
forte
Diante da perspectiva de crescimento sustentado da economia
nacional, o brasileiro começa a voltar a acreditar no investimento no mercado
imobiliário que, cada vez mais, tem oferecido opções para pequenos, médios e
grandes investidores. As alternativas vão da aquisição de cotas de fundos
imobiliários à participação em empreendimentos hoteleiros, sem esquecer dos
tradicionais apartamentos e terrenos.
É importante considerar, no entanto, que imóvel não é uma aplicação de
retorno a curto prazo. Em casas e apartamentos, o máximo que se obtém é 12%
ao ano. Já para imóveis comerciais e industriais, pode-se chegar a 18%. É
bastante, se comparado com a poupança, que rende cerca de 6% ao ano. Mas não
adianta esperar retorno antes de, pelo menos, oito anos.
Os recursos necessários para investir e o tempo de retorno variam. Segundo
especialistas na área, com cerca de R$ 70 mil já é possível fazer bons negócios
e conseguir rentabilidade acima das opções oferecidas pelas instituições
financeiras. O cenário é favorável ao investidor, segundo o diretor da
imobiliária Dalcon, J. Gaspar & Associados, José Roberto Dalcon. “Além
disso, se formos comparar o preço em dólar dos imóveis, poucas vezes o custo
esteve tão baixo”, complementa.
Um dos fatores que mais contribuiu para esse cenário foi a estabilidade econômica,
que fez com que as companhias estrangeiras ficassem mais seguras em investir no
Brasil, com a queda na taxa de juros e o aumento no índice de confiança do país
no cenário internacional. Para o presidente da Empresa Brasileira de Estudos de
Patrimônio (Embraesp), Luiz Paulo Pompéia, depois do comportamento estável da
economia no ano passado, a tendência para 2001 é de crescimento. Segundo ele,
em 2000, o temor de que o país passasse por uma nova recessão, como ocorreu em
1999, fez com que o setor fechasse o ano com um crescimento tímido, de apenas
7%, quando o esperado era que ultrapassasse os 15%.
Texto: Cláudia Nascimento
|