A taxa de ocupação de alto padrão cresce discretamente em região como a Vila Olímpia, Avenida Paulista e Marginal Pinheiros
Pesquisa da consultoria Jones
Lang LaSalle mostra que o mercado
de escritórios de alto padrão
passa por um momento
de discreta recuperação no terceiro
trimestre deste ano, com
aumento na taxa de ocupação.
Segundo a gerente de área
de avaliação e pesquisa da Jones,
Clarisse Etcheverry, há
um cenário de "sutil aquecimento"
da procura por espaços.
"A perspectiva é de que a
Quantidade de novos lançamentos
sejade40% do que foi lançado
no ano passado", afirma.
A Jones pesquisa o universo
de imóveis para escritórios
classe A e AA. São edifícios de
alto padrão com a metragem
mínimade800metrosquadrados
de laje, ar condicionado
central e facilidades de prédios
inteligentes destinados apenas
para a locação corporativa
-de empresas- ou escritórios e
serviços.
A queda na taxa de vacância
- escritórios vagos - do mercado
imobiliário de alto padrão
foi de 1,5 %, taxa esta que resultou
em 20,73% no terceiro trimestre
de 2005.
Segundo a pesquisa, o preço
médio da locação foi reduzido
de R$ 50 o metros quadrados,
no início do ano, para R$ 48 o
metros quadrados.
As regiões de escritórios
Que apresentaram melhores resultados
no período foram Vila
Olímpia e Paulista com queda
de, respectivamente, 8% e 6%
da taxa de vacância.
Alphaville, Jardins e Marginal
Pinheiros foram as regiões
onde ocorreram mais ocupações
de espaços.
Segundo a pesquisa, a média
dos valores pedidos para locação
permaneceu estável no trimestre,
em R$48 o metro quadrado.
Mas, algumas áreas específicas apresentaram crescimento dos valores como a Marginal
Pinheiros e Vila Olímpia,
que alcançaram respectivamente
R$ 39 e R$50 o metro
quadrado. Na região dos Jardins
houve a maior redução no
preço médio chegando a R$45
o metro quadrado.
NOVAFARIA LIMA
Estudo feito pela Jones Lang
Mostra que a região da Avenida
Nova Faria Lima pode vir a ser
o "mais promissor pólo de desenvolvimento imobiliário da cidade".
Isto porque há duas operações
urbanas em andamento
na região do Largoda Batata.A
pesquisa feita em outubro mostra
que a "reconversão urbana
do Largo da Batata proporcionará
benefícios a toda a região
da Faria Lima,como sua valorização
ambiental, melhor ordenamento
do fluxo de veículos,
integração de transportes públicos
e inclusão de novos espaços
culturais, sem falar na própria
continuidade do crescimento
imobiliário no trecho final
da avenida Faria Lima".
Na avaliação da presidente
da Jones Lang LaSalle Brasil.,
Sandra Ralston, a região "já é
Um dos endereços mais promocionais
e valorizados da cidade
no tocante a espaços comerciais
e corporativos."
Ela explica que nos últimos
cinco anos houve aumento de
140milmetrosquadradosdoespaço
ocupado na região o que
dificultou a circulação do trânsito.
"Este problema, no entanto,
começou a ser solucionado
com a realização de obras na
região", afirma Sandra ao referir-
se a Avenida Hélio Pellegrino
e interligação com a Rua
Funchal; à passagem de desnível
entre as Avenidas Faria Lima,
Cidade Jardim e Nove de
Julho; e à passagem em desnível
entre as Avenidas Faria Lima,
Rebouças e Eusébio Mattoso.
Isso sem falar na construção
da Linha 4 (amarela) do metrô.
Segundo dados da consultoria,
a reurbanização do Largo
da Batata exigirá investimento
da ordem de R$70milhões, 'valor
que resultará da emissão de
Cepac's, sem levar em conta o
que está sendo investido na
obra do metrô.
"A região foi certamente
uma das mais atingidas pelas
instabilidades econômicas dos
últimos anos, e para que o quadro
fosse agravado construiu se
ali um estoque de escritórios
de alto padrão fora do comum,
elevando a oferta e fazendo cair
os preços dos aluguéis." ?