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Estilo loft conquista o mercado brasileiro
O conceito
atual dos lofts vem da Europa pós-guerra e das charmosas construções
nova-iorquinas dos anos 60. Tal estilo de morar aproveitava galpões industriais
ou comerciais, transformando-os em moradias alternativas ou ateliês. Muito
utilizado por artistas em Nova York, Paris e Londres, o loft agora está
invadindo as grandes capitais brasileiras.
Os lofts europeus surgiram com o término da Segunda Guerra Mundial, quando
tecelagens e fábricas abandonadas foram transformadas em moradias para
abrigar as famílias que voltavam às suas cidades. Na década de 60, os
charmosos apartamentos dos bairros nova-iorquinos SoHo e Tribeca viraram moda. A
falta de dinheiro dos moradores para melhorias nestes imóveis deu origem às
paredes de tijolos à vista, tubulações expostas e pisos rústicos.
Mas quais são as características arquitetônicas deste estilo de morar? Além
dos materiais aparentes, os lofts são unidades amplas, sem paredes
dividindo os ambientes. Tal ausência de barreiras visuais permite ao morador
definir os espaços com móveis ou outros objetos decorativos, usando e abusando
de sua criatividade.
Para chegar próximo a este conceito e oferecer um produto inusitado ao mercado,
as incorporadoras brasileiras estão lançando empreendimentos com lofts
planejados. As unidades têm pé-direito duplo – 5 a 6 metros de altura
–, onde um mezanino abriga uma ou duas suítes. O piso térreo é ocupado por
um lavabo, uma cozinha tipo americana, cujo balcão serve de bar, um amplo
living, em geral com varanda, e uma miniárea de serviços.
Diferentes, os apartamentos-lofts chegaram ao mercado brasileiro há três anos
e caíram no gosto de pessoas despojadas. Mas ainda são destinados a um público
seleto: em geral têm preço elevado e área útil pequena. A maioria dos
lofts tem, em média, 70 metros quadrados.
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