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Sensores economizam energia em prédios e condomínios
O uso
racional da iluminação é uma das principais medidas para evitar o desperdício
de energia. A palavra de ordem é iluminar somente o necessário. Mas como mudar
a cultura do brasileiro de uma hora para a outra, principalmente em áreas
comuns, como em edifícios residenciais? Os sensores de presença podem ser uma
das soluções.
Seu
nome técnico é interruptor automático por presença, o que ajuda a entender
rapidamente seu funcionamento e seu papel na hora de economizar energia elétrica.
Ao detectar a presença de alguma pessoa no ambiente, o sensor aciona as lâmpadas
do local e, quando essa pessoa sai, a luz se apaga. Desta forma, além de não
desperdiçar energia, o sensor de presença também proporciona conforto já que
não é mais necessário acionar o interruptor manual ou a famosa minuteria.
Aliás,
equipamento que normalmente também é considerado economizador de energia, pois
é programado para manter uma ou várias lâmpadas acesas por um determinado período
de tempo.
Porém,
vale a pena fazer uma comparação. O tempo de acendimento de uma minuteria pode
não ser suficiente para a permanência das pessoas num corredor ou numa escada,
por exemplo. Por outro lado, o tempo pode ser excessivo, o que gera desperdício
de energia. E há que se pensar ainda que o constante acende-e-apaga pode
prejudicar o funcionamento da minuteria.
Nas áreas
externas, a iluminação proporciona também segurança aos moradores. Para
isso, geralmente, as luzes ficam acesas a noite inteira, e em muitos casos,
desnecessariamente. Assim, o sensor acionará as luzes externas somente quando
uma pessoa ou carro se aproximar da casa ou do edifício, ou seja, só quando
for preciso. Cada ambiente pede um tipo de sensor. Para escolher aquele que
melhor se adapta em cada caso, conheça os tipos mais comuns:
Sensor
foto-sensível
Indicado para locais fechados onde há janelas ou portas de vidro. Esse
sensor possui células foto-elétricas que acionam a luz artificial somente
quando a luz do sol for insuficiente para iluminar o ambiente. Além da
foto-sensibilidade, o aparelho também é acionado pela vibração do ar para
iluminar somente quando há pessoas no ambiente.
Sensor
por vibração
Esse é o tipo mais comum e mais barato. Se for comprado em grandes
quantidades, é a melhor opção. O aparelho funciona de acordo com a vibração
do ar. Por isso é indicado para locais internos e fechados, como hall de
elevador, já que é bastante sensível. Tanto que uma rajada de vento muito
forte, por exemplo, pode acioná-lo desnecessariamente, gastando energia elétrica.
Sensor
infra-vermelho
O aparelho é dotado de um sensor infra-vermelho que detecta, dentro do seu
raio de ação, movimentos de corpos que emitam calor, como pessoas, animais,
carros e outros. Ao detectar o objeto estranho, ele aciona automaticamente a
luz, por um período de tempo determinado. Ideal para áreas externas, já que
possui um sensor dia/noite de sensibilidade ajustável que determina o
acionamento automático a partir de um grau de escuridão pré-determinado.
Assim, evita acionamentos de luz durante o dia.
Para
cada um desses tipos, existem modelos de teto, de embutir e de sobrepor.
O custo
de um sensor não é alto. Varia de R$ 30,00 a R$ 100,00 a unidade. Entretanto,
a instalação não está inclusa e, quanto mais sensores, mais trabalho para o
eletricista. E maior será o custo de instalação.
Na hora
de comprar, antes de escolher o modelo, você deve levar em consideração a
quantidade de lâmpadas que o sensor pode acionar. A potência máxima vem
informada em sua embalagem. Para saber a quantidade de lâmpadas, some a potência
de cada uma delas até totalizar um valor pouco abaixo da potência máxima do
sensor. Não é recomendável que se trabalhe com o limite da potência máxima:
deixe sempre uma folga. E programe-se: para ambientes muito grandes, talvez seja
necessário mais de um sensor.
A
quantidade de sensores pode variar também de acordo com o campo de
sensibilidade. Um sensor de teto, por exemplo, possui o maior ângulo de
sensibilidade, 360o. Já um sensor de parede (de embutir ou de sobrepor),
apresenta ângulo menor, de 120o a 180o. A distância máxima que o aparelho
pode ser acionado é outro fator variável. Existem modelos que são acionados a
partir de 4 metros de distância até outros, que permitem acionamento até 30
metros de distância.
Quando
for feita a instalação, chame um eletricista de sua confiança. Apesar de não
precisar de fiação especial, somente um profissional gabaritado poderá
garantir a instalação correta para um funcionamento adequado. Dica: aproveite
e solicite uma inspeção para verificar a qualidade das instalações elétricas
de sua residência ou edifício. Se as instalações forem velhas, o equipamento
poderá não reduzir o consumo, conforme informações da Eletropaulo.
Segundo
os fabricantes, não vale a pena instalar um sensor de presença em locais onde
há muito movimento. Em hall de elevador de edifícios comerciais, por exemplo,
não é indicado. Instalar sensor em lâmpadas fluorescentes é possível, mas
também não é indicado. A vida útil dessas lâmpadas pode diminuir com o
acende e apaga.
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